Colômbia diz que nunca pensou em atacar Venezuela

O governo do presidente colombiano Alvaro Uribe disse hoje que "jamais" pensou em atacar a Venezuela, mas manteve a denúncia de que Caracas dá guarida a chefes de grupos guerrilheiros colombianos. Em uma clara resposta às afirmações feitas na véspera pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que um helicóptero militar colombiano ingressou durante cinco minutos no espaço aéreo venezuelano, a Casa de Nariño, sede do governo colombiano, afirmou que a "Colômbia jamais pensou em atacar o povo irmão da República Bolivariana da Venezuela, como disse o presidente (Chávez), numa clara confusão política de seu próprio país".

AE-AP, Agência Estado

31 de julho de 2010 | 18h02

Em breve comunicado lido pelo porta-voz do governo, César Mauricio Velásquez, o governo Uribe acrescentou que a "Colômbia acorreu aos canais de direito internacional e vai seguir insistindo nesses mecanismos para que se adote um instrumento que faça com que o governo venezuelano cumpra com a obrigação de não abrigar terroristas colombianos".

Na sexta-feira, após denunciar o suposto sobrevoo a seu país feito por um helicóptero militar colombiano, Chávez ordenou o envio de unidades militares aéreas e terrestre para a fronteira com a Colômbia por causa do risco de uma eventual "intervenção". "Estamos alertas... enviamos unidades (para a fronteira) para defender nossa soberania no caso de uma agressão", disse o chefe de Estado venezuelano em comunicado transmitido pela emissora estatal de televisão VTV. Foram enviadas unidades aéreas, antiaéreas e de infantaria.

Na semana passada, o governo venezuelano rompeu relações diplomáticas com a Colômbia depois de Bogotá ter denunciado que o governo de Chávez abrigava no país chefes guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como Luciano Marín (conhecido como Iván Márquez) e Rodrigo Londoño (apelidado de Timochenko), e do Exército de Libertação Nacional (ELN), como o homem conhecido como "Pablito".

Uribe encerra seu governo de oito anos no dia 7 de agosto, quando assume a presidência Juan Manuel Santos.

Chávez disse que, apesar das tensões com a Colômbia, está aberto a retomar as relações diplomáticas com o governo de Santos.

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