REUTERS / Jose Miguel Gomez
REUTERS / Jose Miguel Gomez

Colômbia denuncia que soldados da Venezuela cruzaram fronteira ilegalmente

Militares estavam perseguindo um civil em uma motocicleta, segundo a denúncia; autoridades venezuelanas não reagiram às acusações

O Estado de S. Paulo

19 Setembro 2015 | 11h16

BOGOTÁ - Integrantes da Guarda Nacional Venezuelana cruzaram a fronteira para a Colômbia na sexta-feira 18, dispararam armas e incendiaram uma motocicleta, denunciou o Exército colombiano em meio à crescente tensão diplomática entre os dois países.

Cerca de 15 soldados venezuelanos entraram na municipalidade de Maicao, na província de La Guajira, leste do país, perseguindo um homem em um motocicleta que havia tentado cruzar a fronteira em direção à Venezuela, disse o Exército colombiano em comunicado.

"A Guarda Nacional Bolivariana disparou tiros com armas longas e realizou uma perseguição em um veículo 4x4 dentro do território colombiano", afirma o comunicado, acrescentando que o veículo entrou 1 quilômetro dentro do território da Colômbia.

Depois que o homem deixou a motocicleta e entrou em uma casa, os soldados incendiaram o veículo abandonado e retornaram à Venezuela, segundo o Exército colombiano, acrescentando ter encontrado cápsulas deflagradas e os restos da motocicleta. Membros da comunidade local disseram que foram maltratados pelos soldados venezuelanos. 

O caso ocorre em um quadro de tensão entre os dois países, após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fechar os principais postos fronteiriços com a Colômbia e deportar 1.500 colombianos, acusando-os de contrabando e outros delitos.

Autoridades na Venezuela ainda não se pronunciaram a respeito da denúncia colombiana. Nessa semana houve reações e Bogotá reclamou que aviões militares venezuelanos violaram seu espaço aéreo em duas ocasiões. O governo venezuelano afirmou que esses relatos eram infundados e tinham o objetivo de aumentar a crise bilateral.

Maduro e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, viajam na segunda-feira para o Equador para sua primeira reunião desde o início da crise. Apesar disso, não há muitas esperanças de que a conversa sirva para reverter a decisão de Caracas de fechar boa parte da fronteira bilateral de 2.200 quilômetros. /AP e REUTERS

Mais conteúdo sobre:
Colômbia Venezuela fronteira

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.