Juan Cevallos / AFP
Juan Cevallos / AFP

Colômbia e ELN chegam a acordo para negociar paz

Governo e grupo guerrilheiro acertaram a libertação de um ex-congressista sequestrado e o indulto a dois rebeldes

O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2017 | 21h13

QUITO - O governo colombiano e o segundo grupo guerrilheiro da Colômbia, o Exército de Libertação Nacional (ELN), chegaram  nesta quarta-feira a um acordo para dar início a um diálogo formal de paz em 7 de fevereiro em Quito para pôr fim a mais de meio século de conflito armado.

Em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou em entrevista coletiva que ambos os lados haviam chegado a um acordo para iniciar as negociações oficialmente. Segundo ele, “já foi acertado” o ponto sobre a libertação de um ex-parlamentar que é refém dessa guerrilha de esquerda. Essa situação manteve a mesa de negociações em suspenso desde o final de outubro.

O presidente colombiano disse que mais detalhes seriam divulgados em Quito, onde as delegações de ambas as partes se reunirão novamente a partir de amanhã. “Estamos tentando iniciar essas negociações oficiais já há três anos, e a verdade é que se tratou de um processo muito difícil”, afirmou Santos, ao celebrar essa “boa notícia para o país”.

Em um comunicado conjunto – assinado pelo representante do governo, Juan Camilo Restrepo, e do ELN, Pablo Beltrán –, as duas delegações informaram que o ex-congressista Odin Sánchez Montes de Oca, mantido como refém pelo ELN, será libertado no dia 2 e, nesse mesmo dia, o governo indultará dois guerrilheiros.

Segundo o comunicado, as libertações terão acompanhamento de comissões integradas pelos países garantes, a Igreja Católica e representantes de ambos os lados. A nota esclarece que os protocolos de libertação foram acertados com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. As delegações mantiveram reuniões secretas no Equador desde a semana passada para chegar ao acordo. / AP

 

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