Colômbia e EUA reiniciam interceptação aérea de narcotráfico

A Colômbia e os EUA reiniciarão neste mês o programa de interceptação aérea em um esforço para cortar as rotas de transporte de drogas e insumos para sua produção, informou nesta quarta-feira o comandante da Força Aérea colombiana, general Héctor Fabio Velasco."Serão operações combinadas, o treinamento de nossas tripulações (nos EUA) já está terminando, e esperamos reiniciar as operações este mês", disse Velasco à Rádio Caracol. Afirmou que aviões militares colombianos terão a seu cargo a interceptação em vôo ou a inutilização em terra das aeronaves a serviço do narcotráfico, enquanto a tarefa de vigilância do espaço aéreo estará a cargo dos aviões dos EUA.A interceptação aérea foi suspensa durante 18 meses, após um avião em que viajava um missionário americano e sua filha pequena ter sido confundido com uma aeronave que transportava drogas. As autoridades peruanas dispararam contra o aparelho, causando a morte dos que iam a bordo.O diretor de operações do Comando Sul do Exército americano, general Galen Jackman, disse na sexta-feira passada que as tripulações colombianas e peruanas já estavam em treinamento nos EUA. Segundo Jackman, o procedimento estabelecido para o controle do espaço aéreo possiblitará detectar aeronaves ilegais com radares terrestres na zona andina e com aviões-radares americanos.Se as informações indicarem que o vôo é suspeito, estas irão para o centro militar de Key West, na Flórida, e em seguida os dados serão enviados a uma instalação militar colombiana, onde deverão estar presentes também oficiais americanos.Por sua vez, o Peru e o Equador, cujas zonas de fronteira com a Colômbia têm grandes extensões de plantações de coca, também realizarão suas próprias operações, informou Velasco. A Venezuela, que também tem culturas de coca em zonas fronteiriças, foi convidada a unir-se ao programa. Mas Velasco explicou que este país "já tem um sistema próprio de vigilância aérea que está apenas começando a operar".

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