Colômbia e Farc acertam condições para libertação de general

Colômbia e Farc acertam condições para libertação de general

Governo colombiano enviará negociadores de volta para Havana assim que reféns forem libertados, informou a presidência

O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 07h35

BOGOTÁ - O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram a um acordo sobre as condições para libertar o general Rubén Darío Alzate e outras duas pessoas sequestradas pelos rebeldes, anunciaram na noite de quarta-feira, em Havana, representantes de Cuba e Noruega, países mediadores das negociações de paz.

"As libertações serão feitas o mais rápido possível", com a mediação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que participou de várias entregas de militares, policiais e civis sequestrados na Colômbia, afirma o comunicado lido por Rodolfo Benítez, representante de Cuba, e Rita Sandberg, da Noruega.

Alzate é o refém militar de mais alta patente já capturado pelas Farc.

Pouco depois, a Colômbia anunciou que seus negociadores de paz retornarão a Havana para retomar os diálogos com as Farc assim que Alzate, um suboficial e uma advogada forem libertados. "Quando todos estiverem em liberdade, a delegação do governo voltará a Havana", disse a presidência, em comunicado.

O general Alzate foi capturado pela guerrilha no domingo no departamento (Estado) de Chocó, noroeste da Colômbia, junto com o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego.

Em razão do sequestro, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou a suspensão dos diálogos de paz e condicionou a viagem de seus negociadores à libertação dos sequestrados.

"O governo dará toda cobertura para garantir o retorno seguro dessas pessoas a suas famílias, o que esperamos que aconteça o mais rápido possível", acrescentou a presidência no texto.

As negociações do governo e as Farc completam hoje dois anos e o episódio dos sequestros é o mais grave desde o início das conversas em Cuba.

"Precisamos abandonar as armas, a violência e pôr fim a esse conflito armado", disse Santos na cidade de Ataco, ao sul de Bogotá. "É por isso que espero que este impasse que surgiu nas negociações de Havana seja resolvido logo." /EFE e REUTERS

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