Colômbia e Farc retomam negociações pela paz

As Farc informaram nesta quinta-feira que as negociações para a paz com o governo colombiano registraram avanços modestos desde o início dos diálogos há 10 meses, em Cuba. O grupo considerou, no entanto, que o governo de Juan Manuel Santos ainda é um obstáculo para que o processo seja mais rápido.

AE, Agência Estado

03 de outubro de 2013 | 17h37

"As Farc têm colocado em debate cerca de 200 propostas mínimas para resolver os problemas rurais e de participação política. Embora se tenha chegado a mais de 25 páginas de acordos parciais, os avanços ainda são modestos", declarou o chefe na negociação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Iván Márquez.

Márquez explicou que, na questão agrária, um dos principais tópicos da agenda de negociação, "se alcançou um pacto de regulamentação da propriedade da terra, com o compromisso governamental de conceder propriedades para todos os camponeses realmente sem terra". Segundo o chefe rebelde, também se acordou estímulos à produção agropecuária e à economia solidária e cooperativa, como assistência técnica, subsídios, crédito e formalização de trabalhadores.

O guerrilheiro também informou que o governo se comprometeu em criar um fundo de terras, além de tomar medidas para o meio ambiente, impulsionar programas de desenvolvimento e trabalhar para "superar a enorme brecha que existe entre o campo e a cidade".

Nas negociações, as Farc voltaram a propor a criação de uma comissão encarregada de "revisar e esclarecer a verdadeira história do conflito interno colombiano por especialistas nacionais e estrangeiros".

A delegação do governo colombiano não fez comentários sobre as reuniões no Palácio de Convenções, em Havana. Cuba, Noruega e Chile têm mediado as negociações que começaram no ano passado.

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaFarcnegociações

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.