Colômbia e Farc retomam processo de paz com avaliação

Delegações do governo e guerrilheiros se reúnem hoje em Cuba para uma conversa sobre como estão as negociações

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2014 | 02h00

Representantes do governo colombiano viajaram ontem para Cuba com o objetivo de retomar o processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo afirmou o presidente Juan Manuel Santos a uma emissora de TV. Ele disse que as delegações farão "uma avaliação fria e objetiva" das conversas, um dia depois da libertação de um general cuja captura provocou a interrupção das negociações.

"Durante alguns dias, eles avaliarão como está o processo, para onde vamos e farão uma avaliação fria, objetiva, para ver como podemos continuar", disse o líder colombiano.

A primeira reunião entre os representantes do governo colombiano e do grupo rebelde está prevista para hoje. Segundo Humberto de la Calle, chefe da delegação do governo, o propósito da reunião é fazer, ao lado de Cuba e Noruega, países mediadores do processo de paz, "uma avaliação relacionada com os fatos recentes que a opinião pública conhece".

Isso significa que não será um reinício imediato do 31º ciclo de diálogos, centrado no tema de vítimas, que devia ter começado em 18 de novembro, mas uma reaproximação.

Os diálogos de paz foram suspensos por Santos em 16 de novembro, horas depois de as Farc capturarem o general Rubén Alzate, o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego no Departamento de Chocó, região noroeste do país.

Após a entrega dos prisioneiros para uma missão humanitária, as Farc pediram para "redesenhar as regras do jogo" a fim de que "nenhum incidente bélico nos campos de batalha" justifique uma nova interrupção. "É hora de um cessar-fogo bilateral, de um armistício", disseram.

Explicações. Santos pediu ao general Alzate e às Forças Armadas uma explicação do que ocorreu. "Espero que as Forças Armadas e o próprio Alzate digam o que aconteceu e deem uma explicação ao país", disse ele.

Ontem, em resposta, Alzate admitiu que cometeu um erro que permitiu sua captura e pediu para ser retirado da ativa. "Pela honra militar e por amor à instituição", disse o general em declaração lida ao lado da mulher e dos filhos. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.