Colômbia e membros das Farc retomam negociações

Representantes do governo da Colômbia e do maior grupo guerrilheiro do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), começaram nesta segunda-feira em Havana, Cuba, uma nova rodada de negociações para tentar alcançar um entendimento sobre o combate ao narcotráfico, um dos seis pontos considerados para um eventual acordo de paz.

AE, Agência Estado

12 Maio 2014 | 17h01

Os rebeldes das Farc e representantes do presidente Juán Manuel Santos reiniciaram as conversas a portas fechadas e voltaram a debater o combate ao contrabando de drogas, que também é um dos pontos para um possível acordo definidos em 2012.

"É preciso ter otimismo com o que pode resultar dessa rodada", afirmou Jesús Santrich, um dos negociadores das Farc, minutos antes de entrar na sala do Palácio de Convenções onde as negociações seriam realizadas. "Nossa campanha é pela paz", disse outro integrante da delegação das Farc, Andrés París, acrescentando esperar que a vontade de acabar com a guerra "não seja manipulada por interesses eleitoreiros".

Antes da suspensão temporária das negociações, no começo deste mês, esperava-se que as partes chegariam a um acordo, o que não aconteceu. Agora a expectativa é que a rodada atual termine antes das eleições no país, marcadas para 25 de maio.

As negociações foram iniciadas no fim de 2012, em Oslo, Noruega, e logo depois foram transferidas para Cuba. Os dois países, junto com Venezuela e Chile, tentam facilitar o processo, que poderia dar fim a um conflito armado que já dura cinco décadas.

Em entrevista à rádio RCN, Juán Manuel Santos afirmou que o processo de paz teve um grande avanço. "Já passamos da metade do caminho", disse. O presidente argumentou que seu governo "avançou mais que qualquer tentativa de paz anterior sem colocar em risco a segurança dos colombianos, sem pausa e também sem pressa, porque um conflito de 50 anos não se resolve em 50 meses".

Santos disse também acreditar que depois das eleições presidenciais - em que buscará se reeleger - "poderemos acelerar o processo para chegar a um final feliz". Fonte: Associated Press.

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