Colômbia é o lugar mais perigoso para sindicalistas

A Colômbia foi o país mais perigoso do mundo para sindicalistas no ano passado, com 201 assassinatos ou desaparecimentos reportados. O número representa 90% do total em todo o mundo, revelou uma pesquisa. O número registrado na Colômbia, um país afetado pelo tráfico de drogas e por uma insurgência guerrilheira de quatro décadas, foi 25% maior do que os 153 casos reportados em 2000, informou a Confederação Internacional de Sindicatos de Livre Comércio (CISLC).Em todo o mundo, foram registrados 223 casos em 2001, 14 a mais em comparação com 2000. Os sindicatos do setor público da Colômbia foram os mais visados, com 65% do total dos assassinados ou desaparecidos. Os CISLC informou que isto ocorreu em parte devido "à posição de alguns nas negociações políticas sobre reforma fiscal e privatizações".Enquanto o governo colombiano nega responsabilidade, o relatório denuncia a maior parte dos crimes como tendo sido "cometidos por grupos paramilitares que gozam de cumplicidade tácita das forças de segurança" locais.De acordo com o documento, a "repressão anti-sindical" é especialmente grave no mundo em desenvolvimento. Foram citados países como China, Indonésia, Coréia do Sul e Burma, na Ásia, e Zimbábue e Suazilândia, na África. Na América Latina, foram apontados assédios e atentados contra trabalhadores sindicalizados das plantações de banana da Costa Rica e da Guatemala.As greves e manifestações aumentaram assombrosamente na Argentina devido ao colapso econômico, o que resultou em diversos confrontos com a polícia. "Os Estados Unidos e o Canadá também não estão acima das recriminações quando o assunto diz respeito aos direitos dos sindicalizados", diz o relatório.O presidente dos EUA, George W. Bush, foi criticado por rescindir uma ordem executiva de Bill Clinton que protegia os direitos dos trabalhadores contratados para projetos de construção. O documento também critica uma nova lei do Estado canadense de Colúmbia Britânia que torna "praticamente impossíveis" as greves de profissionais da saúde e da educação.

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