Colômbia envia tropas para área de conflito

O governo colombiano enviou centenas de tropas para uma área próxima de um território sob o controle das guerrilhas, enquanto a chance de reiniciar um processo de paz até o prazo limite de dia 31 deste mês já parece fracassar. Entre terça-feira e ontem, aviões de transporte C-130 levaram reforços para a região, tropas suficientes para formar um arco que iria de nordeste a sudeste da área. O reforço, que adicionou mais de 2,5 mil soldados às tropas já existentes no local, é visto pela população como um sinal de que o governo se cansou dos rebeldes e pode retomar o território quando o prazo terminar.O presidente Andres Pastrana, que está viajando pela Europa esta semana, declarou que ainda mantém esperanças de retomar o diálogo, que foi congelado pelos rebeldes em novembro. A outra opção para ele seria tentar retomar a área - um território ao sul do país do tamanho da Suíça. Contudo, o mandatário sabe que qualquer ofensiva militar na tentativa de rever a área pode ter um alto custo para sua imagem. Esta região foi cedida à guerrilha em 1998. Pastrana encurtou sua viagem e planeja retornar no sábado para tratar da crise. Preocupações sobre as pequenas esperanças de paz prejudicaram o desempenho da moeda do país - o peso -, cuja comercialização esta semana atingiu o menor preço já verificado frente ao dólar. O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) - que possui 17 mil membros -, Manuel Marulanda, se recusou a mudar de postura mesmo com todos os esforços do negociador do governo, Camilo Gomes.Ambos lados têm discutido asperamente como e quando conduzir negociações formais. Por dois meses, os rebeldes insistiram que eles não retomarão o diálogo a menos que o governo controle o exército ilegal de paramilitares, Auto Defesas Unidas da Colômbia (AUC). A administração Pastrana disse que o Exército e a polícia estão realmente empenhados em prender e deter os paramilitares.Muitas pessoas na Colômbia dizem que a área apenas serve para fortalecer os guerrilheiros. O próprio governo acusou as Farc de usar a terra como um local para manter reféns, recrutar crianças para a guerrilha e cultivar coca para comprar armas e organizar ataques em outras regiões.

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