Colômbia está perto de fechar acordo com guerrilha

Após 17 meses de negociações, aproximam-se os primeiros acordos entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciou neste domingo o Comissário de Paz, Camilo Gómez. "O processo está vivo e tem futuro. Como nunca na história do país, estamos perto dos primeiros acordos", disse Gómez em reportagem publicada neste domingo pela revista Semana.Ele anunciou que o primeiro acordo será sobre a libertação de aproximadamente 500 militares e policiais seqüestrados pela guerrilha, alguns deles há mais de três anos. Em troca, seriam libertados guerrilheiros das Farc que estão doentes na cadeia. "A idéia é que todos saiam livres", disse Gómez. Ele garantiu ainda que o problema será solucionado de uma vez por todas, sem necessidade de troca de pessoas privadas de liberdade. Manuel Marulanda, líder das Farc, manifestou na tarde de ontem que o acordo humanitário estava pronto, "faltanto apenas que o gverno aceite" as condições impostas pela guerrilha.Em Montevidéu, o jornal El Observador, publicou neste domingo entrevista na qual Javier Calderón, outro líder das Farc, acusa os Estados Unidos de patrocinarem a guerra em seu país. De acordo com ele, isto ocorre porque "há grandes interesses, como o do narcotráfico e o da negociação das armas, a quem convém que não haja paz".

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