Colômbia: exército mata 32 guerrilheiros em Meta

Combate representou a segunda derrota do grupo insurgente em menos de duas semanas

AE, Agência Estado

26 de março de 2012 | 16h36

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta segunda-feira, 26, que o Exército colombiano matou 32 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em combates que aconteceram no final de semana passado no departamento (estado) de Meta, na Colômbia central, o que representou a segunda derrota do grupo insurgente em menos de duas semanas. A operação em Meta ocorreu após o Exército ter matado 33 guerrilheiros na semana passada em Arauca, na fronteira com a Venezuela.

 

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"As Forças Armadas continuam suas operações e não vão parar" disse Santos. Segundo analistas políticos, o governo colombiano intensificou as ações contra as Farc após a guerrilha ter demonstrado, no começo deste ano, sinais de reatividade, com ataques feitos com carros-bomba em cidades no sul da Colômbia e também com sabotagens a oleodutos, principalmente em Meta.

Além disso, no começo de março as Farc desfecharam um ataque contra os militares que deixou 11 soldados mortos. O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, disse então que o exército preparava um contra-ataque ao infiltrar elementos nas Farc e preparar assaltos diretos contra grupos ativos da guerrilha. "Nós estamos fortalecendo nosso trabalho de inteligência (espionagem) nas regiões mais críticas, o que guiará operações futuras", disse Pinzón.

As ações contra as Farc em Arauca e Meta ocorrem em duas das regiões mais ricas em petróleo da Colômbia, que também registraram um aumento nas atividades de sabotagem contra oleodutos. Após os ataques a oleodutos teriam registrado um recorde de redução em 2010, com apenas 31 sabotagens e explosões, no ano passado houve um aumento para 84 ações.

O departamento de Meta provê quase metade da produção colombiana de petróleo, que alcança um total próximo a 1 milhão de barris diários. A escalada nos confrontos entre o exército e a guerrilha ocorre no momento em que as Farc anunciaram que abandonaram o sequestro de militares como arma de guerra e se disseram prontas a libertar os últimos dez soldados que possuem em cativeiro.

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