Colômbia expulsa estudante venezuelano opositor a Maduro

Governo de Juan Manuel Santos disse que agiu de acordo com a lei. mas recebeu críticas da oposição colombiana

O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2014 | 11h57

BOGOTÁ - O governo da Colômbia expulsou na quinta-feira o estudante venezuelano Lorent Enrique Gómez Saleh, presidente da ONG "Operação Liberdade", opositora ao governo de Nicolás Maduro e ao chavismo. Saleh foi entregue às autoridades venezuelanas, segundo informou Bogotá.

"O cidadão expulso foi entregue à autoridade migratória venezuelana", segundo comunicado da Migração Colômbia. "O procedimento, que ocorreu na cidade de Bogotá, foi realizado conforme a lei e com respeito aos direitos humanos", acrescentou.

Saleh foi expulso pela Migração Colômbia com base no artigo 105 do decreto 4.000 de 2004 que faculta a "expulsão de estrangeiros que, de acordo com a autoridade migratória, realizem atividades que atentem contra a segurança nacional, a ordem pública, a saúde pública, a tranquilidade social, a segurança pública".

A expulsão também pode ocorrer quando uma autoridade estrangeira tenha comunicado à Colômbia "que contra essa pessoa foi ditada providência condenatória ou ordem de captura por delitos comuns ou ela se encontre registrada nos arquivos da Interpol".

Membros do partido Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente colombiano e senador Álvaro Uribe, forte crítico do governo de Maduro, criticaram a expulsão.

Uribe condenou a medida da administração do presidente Juan Manuel Santos, enquanto seu vice-presidente, Francisco Santos, responsabilizou o líder e a chanceler María Ángela Holguín pela situação.

"Santos entrega estudantes a Maduro, que protege terroristas", escreveu Uribe em sua conta no Twitter. "Se algo acontecer com Lorent Saleh duas pessoas são responsáveis: Juan Manuel Santos e María Angela Holguín", disse Francisco Santos. / EFE

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