Colômbia extradita suposto chefão das drogas aos EUA

Escoltado pela polícia e algemado, Ramón Quintero Sanclemente embarcou nesta segunda-feira em um avião da agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA, pela sigla em inglês) e a aeronave decolou para Miami, onde a justiça pediu a extradição do colombiano por considerá-lo um dos principais narcotraficantes do país sul-americano.

AE, Agência Estado

12 de dezembro de 2011 | 15h13

"Ramón Quintero está sendo extraditado para a justiça norte-americana. Ele é um chefe narcotraficante vinculado ao cartel do Valle del Norte, que durante anos se evadiu da ação da justiça e só foi capturado graças à cooperação do Equador e da Colômbia", disse no aeroporto o general Oscar Naranjo, diretor da polícia nacional colombiana. Quintero Sanclemente foi detido nas ruas de Quito em abril de 2010.

A polícia colombiana disse que Quintero Sanclemente, de 53 anos, ficou dois anos na capital equatoriana, se escondendo e "gastando dinheiro" e escolheu o Equador como rota de envio das drogas para a América Central, Venezuela e Europa.

Quintero Sanclemente tinha restaurantes de fachada na capital equatoriana e sua presença não foi detectada antes na cidade porque usou várias identidades falsas, afirmou Naranjo. Ele foi capturado graças à ação de dois informantes que deram as pistas sobre sua localização e também deslocamentos em Quito e no Equador.

Naranjo afirma que Quintero Sanclemente era um dos 10 traficantes mais procurados e que o governo dos EUA oferecia recompensa de US$ 5 milhões por sua captura. Washington afirma que o cartel do Valle del Norte é responsável "por obter mais de 50 toneladas métricas da cocaína por ano de laboratórios clandestinos na Colômbia e de exportar a droga ao México, Estados Unidos e Europa", informação que está na página na internet do Departamento de Estado do governo americano.

O governo do presidente colombiano Juan Manuel Santos já extraditou a outros países, mas principalmente aos EUA, pelo menos 191 pessoas até outubro deste ano, segundo dados do Ministério da Justiça da Colômbia.

As informações são da Associated Press.

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