Colômbia: Farcs acusam governo de atrapalhar negociações

O comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o maior grupo rebelde do país, acusou o governo de "destruir a confiança" no processo de paz com a decisão de suspender negociações em resposta à captura de um general de Exército pelos guerrilheiros.

Estadão Conteúdo

24 de novembro de 2014 | 19h31

Rodrigo Londono, mais conhecido como Timochenko, também disse que o governo está sabotando um acordo para libertar o general Ruben Alzate e dois outros prisioneiros ao se recusar a interromper as atividades militares em uma área no oeste do país, onde o grupo foi capturado na semana passada.

"O presidente, ao suspender negociações, derrubou o tabuleiro de xadrez onde a partida estava sendo jogada", disse Timochenko em declaração escrita no sábado, mas publicada nesta segunda-feira no site das Farc. "As coisas não podem prosseguir assim".

Em resposta, o governo do presidente Juan Manuel Santos disse ter parado os ataques militares e que está dando todo o apoio necessário à missão da Cruz Vermelha encarregada por ambos os lados de libertar os três cativos.

Na semana passada, Santos havia condicionado a retomada das negociações à libertação dos prisioneiros. Em uma declaração em separado, as Farc afirmaram que planejam libertar dois soldados nesta terça-feira. Fonte: Associated Press.

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