Colômbia gasta 3% do PIB na luta contra a guerrilha

Orçamento, que conta com ajuda americana, prevê gastos de US$ 11,9 bilhões com o conflito armado em 2013

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2012 | 08h43

O governo colombiano gasta em média o equivalente a 3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) com o confronto com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo a estimativa, feita pela rede britânica BBC, US$ 11 bilhões anuais são destinados ao conflito. Desde a década de 90, Bogotá conta também com o auxílio dos EUA, por meio do Plano Colômbia, que destina cerca de US$ 980 milhões para a guerra às drogas.

Segundo o Banco Mundial, o PIB colombiano em 2011 atingiu US$ 331,5 bilhões. Economistas colombianos acreditam que o custo do conflito represente 2% disso. O orçamento da Colômbia para 2013 prevê US$ 11,9 bilhões para o combate à guerrilha.

A Colômbia apostou 12 vezes na paz em 50 anos de conflito armado com relativos sucessos que levaram, nas duas últimas décadas, à desmobilização de cerca de 37 mil paramilitares e guerrilheiros. Bogotá, porém, não conseguiu um acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o Exército de Libertação Nacional (ELN).

A maioria desses processos de diálogo foi realizada nos anos 80 e 90, quando várias guerrilhas deixaram as armas, entre elas o Movimento 19 de Abril (M-19) e o Exército Popular de Libertação (EPL).

No início da década de 90, também foram desmobilizadas outras guerrilhas menores. Em 2006, em razão de um acordo com o governo do presidente Álvaro Uribe, cerca de 31 mil paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) foram desmobilizados. / EFE

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