Mariana Bazzo/REUTERS
Mariana Bazzo/REUTERS

Colômbia multa Odebrecht em mais de R$ 260 milhões

Empreiteira é condenada por pagamento de propina para vencer licitação para construção de estrada

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2020 | 17h29
Atualizado 29 de dezembro de 2020 | 15h13

BOGOTÁ - Autoridades colombianas anunciaram nesta segunda-feira, 28, que a Odebrecht terá de pagar multa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 263 milhões) por corrupção na construção de uma rodovia. A empreiteira foi punida por ter subornado um funcionário do governo para obter a concessão de um trecho da Rota do Sol, estrada de 523 quilômetros que liga o centro ao norte da Colômbia, segundo a Superintendência da Indústria e Comércio (SIC).

A Odebrecht, que agora se chama Novonor, e suas empresas parceiras – Corficolombiana e Episol – pagaram US$ 6,5 milhões de propina para Gabriel García, funcionário do governo colombiano, que facilitou a vitória da empresa na licitação. “Os eventos fazem parte do esquema de corrupção implantado pela Odebrecht no mundo, que durou mais de uma década e resultou no pagamento de centenas de milhões de dólares em propinas em diversos países”, acrescentou a SIC.

A investigação se baseou no acordo que a construtora fez com o Departamento de Justiça dos EUA, em 2016, e na confissão de García, que está em prisão domiciliar, cumprindo pena de cinco anos. Os executivos Luiz Bueno, Luiz Mameri e Yesid Arocha também terão de pagar multa de US$ 900 mil por “terem colaborado” no esquema. A Odebrecht e Corficolombiana não comentaram a decisão.

Em nota, a Odebrecht afirmou que busca colaborar com as autoridades de todos os países em que atua, visando o pleno esclarecimento de fatos do passado. "Hoje, a empresa está inteiramente transformada. Adota as mais recomendadas normas de conformidade em seus processos internos e segue comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente. Sobre o tema em questão, a empresa avaliará eventuais medidas cabíveis”. / AFP e REUTERS

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