Colômbia não freia plantio e cresce consumo de drogas

Frear a produção de drogas na Colômbia é um dos principais desafios do presidente Juan Manuel Santos, reeleito no último dia 15. Mas, enquanto os cultivos ilegais têm diminuído no país, o consumo de entorpecentes entre a população aumenta. O "basuco", um tipo de crack, é a substância mais popular entre os viciados - e a mais destrutiva.

DENISE CHRISPIM MARIN, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

22 de junho de 2014 | 07h05

Enquanto a produção de coca e derivados cai no país, o consumo de entorpecentes aumenta, afirma o Observatório de Drogas da Colômbia. Segundo o mais recente levantamento da ONU, entre 2011 e 2012, a produção de coca caiu 25% no país. Em 2011, o cultivo ilegal ocupava 64 mil hectares, no ano seguinte, 48 mil - e a produção de cocaína caiu de 345 para 309 toneladas. De acordo com um estudo do Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas dos Estados Unidos, a produção de cocaína caiu para 175 toneladas em 2013.

A disputa eleitoral de Santos com o opositor Óscar Iván Zuluaga, afilhado político do ex-presidente Álvaro Uribe, centrou-se nas negociações de paz com as guerrilhas, ligadas ao narcotráfico. As campanhas em um país pressionado pela comunidade internacional a bloquear a saída e combater a produção de drogas, porém, não tocaram no crescente consumo interno.

Dados do estudo da Universidade dos Andes, mostram que, entre 1996 e 2008, a parcela de pessoas entre 12 e 65 anos que admitem usar drogas passou de 5,1% para 8,7%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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