Colômbia não tinha provas contra Beira-Mar

O procurador-geral da República, Alfonso Gómez, disse hoje que o narcotraficante brasileiro Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi deportado para o Brasil porque não existem provas que justifiquem um processo contra ele na Colômbia. "Aparentemente, não havia provas para se formular acusações sólidas por narcotráfico na Colômbia e, por isso, ele foi entregue às autoridades do Brasil, dando cumprimento a uma ordem de extradição", afirmou Gómez. "Além do mais, temos delinqüentes demais aqui para deixar na Colômbia os dos outros países", acrescentou.O procurador explicou que o único delito imputável a Beira-Mar era o de "indocumentado", já que apresentou, no momento de sua captura, um passaporte falso. "Esse delito não é passível de prisão e, por isso, foi ordenada sua deportação", afirmou o procurador, acrescentando que Beira-Mar está condenado no Brasil por narcotráfico. Beira-Mar foi capturado no sábado na selva do sul da Colômbia por unidades de uma força especial do Exército e levado na segunda-feira para Bogotá, onde prestou declarações a um promotor especial. As autoridades militares colombianas acusaram Beira-Mar de estar ligado às guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no tráfico internacional de cocaína.

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