Colômbia pede ajuda externa contra guerrilha

Enquanto prosseguem os ataques a bomba em Bogotá, o governo colombiano pediu a ajuda da Espanha e Grã-Bretanha, países com longa experiência na luta contra o terrorismo, para enfrentar a ofensiva da guerrilha. "Estamos pedindo ao governo espanhol ajuda, cooperação, treinamento e medidas de prevenção, e estamos fazendo o mesmo em relação às autoridades da Grã-Bretanha", disse nesta segunda-feira a ministra da Defesa colombiana, Martha Lucía Ramírez. "Neste momento é preciso haver uma grande solidariedade internacional para com a Colômbia. Países amigos como EUA, Espanha e Grã-Bretanha estão muito solidários", acrescentou a ministra, falando à rádio Caracol. A Espanha vem combatendo há décadas a campanha de violência do grupo separatista basco ETA, que promove ataques com explosivos e assassinatos seletivos, e a Grã-Bretanha enfrenta uma situação similar na Irlanda do Norte. Segundo a polícia colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão utilizando explosivos similares aos usados pelo ETA e pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) na campanha terrorista lançada principalmente em Bogotá. Três irlandeses estão sendo julgados, sob acusações de dar treinamento às Farc no uso de explosivos com fins terroristas. Enquanto isso, pouco antes da meia-noite de domingo, explodiu uma pequena bomba na parte traseira dos Supermercados Olímpica, no norte de Bogotá, sem causar vítimas, informou a polícia. A bomba continha meio quilo de explosivos e causou pequenos danos materiais ao hipermercado, mas levou pânico aos residentes do bairro. A loja que foi alvo do atentado faz parte de uma rede de supermercados de propriedade do senador Fuad Char, membro do bloco que apóia o governo do presidente Alvaro Uribe. Este foi o terceiro ataque atribuído pela polícia às Farc, contra objetivos vinculados ao Congresso. Na noite de sexta-feira passada, o senador Germán Vargas Lleras, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais do Senado e um dos líderes da bancada governista, ficou ferido devido à explosão de um livro-bomba. Horas depois, outra explosão estremeceu o restaurante Residencias Tequendama, que costuma ser freqüentado por congressistas e dirigentes políticos. O atentado deixou 22 feridos, mas não havia nenhum legislador entre as vítimas.

Agencia Estado,

16 Dezembro 2002 | 15h27

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