Colômbia prefere internet para negociar com rebeldes

O governo colombiano afirma que prefere utilizar a internet - ao invés de conversações cara a cara - para negociar, com a guerrilha, uma possível troca de presos por reféns. "Estamos em pleno século 20. Devemos utilizar os novos recursos da tecnologia", afirmou o alto comissário para a paz, Carlos Restrepo, em declarações à imprensa. "As Farc têm um acesso à internet...então, por essa via poderemos nos comunicar", disse. Analistas políticos locais acreditam que o governo de Bogotá procura evitar se sentar à mesa com as Farc para não dar muita legitimidade ao grupo rebelde. O governo anterior, do presidente Andrés Pastrana, manteve um processo de paz com as Farc durante três anos, que terminou fracassando em fevereiro de 2002, em meio a uma escalada de violência rebelde. As Farc rejeitaram no início da semana uma oferta do presidente Alvaro Uribe de libertar 50 guerrilheiros em troca de dezenas de reféns em poder dos rebeldes. No entanto, os guerrilheiros deixaram em aberto a possibilidade de um diálogo.

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