Colômbia: presidente chama tropas para patrulhar capital

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta sexta-feira a convocação de tropas para patrulhar a capital Bogotá, após violentos distúrbios ocorridos na véspera em várias localidades e que resultaram na morte de duas pessoas. "Tomei decisões para assegurar a normalidade...ordenei o envio de tropas para Bogotá", disse Santos, em declarações feitas no palácio do governo.

Agência Estado

30 de agosto de 2013 | 11h49

Santo não disse até quando a medida ficará em vigor nem a quantidade de militares destacados para a tarefa, mas a presença de soldados nas ruas e bairros da cidade era perceptível.

Os distúrbios aconteceram na quinta-feira em meio a passeatas convocadas por universitários em apoio a pequenos agricultores, que estão em greve desde 19 de agosto.

O presidente anunciou também que pediu 50 mil homens das forças militares para que apoiem a polícia nas estradas onde os manifestantes tem montado bloqueios desde o início da greve.

"Todos os aviões de transporte de nossa Força Aérea estarão disponíveis para realizar pontes aéreas que garantam o abastecimento de alimentos em diferentes cidades. Também serão realizadas caravanas, escoltadas pela força púbica, para facilitar a chegada e a saída de produtos de centros urbanos", onde for necessário, afirmou Santos.

"A violência indiscriminada deixou dois mortos em Bogotá e incontáveis prejuízos", disse o presidente. As medidas foram tomadas porque "não vamos tolerar que os excessos de uns desajustados afetem a tranquilidade dos cidadãos", declarou o presidente.

As duas mortes ocorreram na noite de quinta-feira em duas localidades no oeste de Bogotá. No bairro de Suba, um jovem de 18 anos morreu e em Engativá a vítima foi um homem de 24 anos, ambos mortos a tiros, segundo Guillermo Alfonso Jaramillo, secretário de governo da prefeitura de Bogotá.

O presidente também disse que ordenou o retorno de seus negociadores que estão em Tunja, capital do departamento vizinho de Boyacá, onde estão desde terça-feira em negociação com os líderes dos agricultores locais. Os negociadores que foram para os departamentos de Cundinamarca e de Nariño, também devem voltar a Bogotá. Nesses locais tem havido os maiores bloqueios viários, além de enfrentamentos entre camponeses e a polícia nas estradas.

Mas os distúrbios de quinta-feira, principalmente no centro de Bogotá, onde manifestantes encapuzados provocaram destruição e entraram em confronto com a polícia, não foram atribuídos aos camponeses ou estudantes e sim a setores radicais da esquerda. Fonte: Associated Press.

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