Colômbia quer ampliar corredor humanitário na fronteira com Venezuela

Segundo chanceler colombiana, passagem - fechada por Nicolás Maduro em agosto de 2015 - deve aliviar os problemas de desabastecimento de remédios e alimentos para venezuelanos

O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2016 | 09h53

BOGOTÁ - A Colômbia está disposta a ampliar o corredor humanitário de sua fronteira com a Venezuela - fechada por Caracas há quase um ano - para aliviar os "problemas" de desabastecimento de remédios e alimentos no país vizinho, anunciou na quarta-feira a chanceler colombiana, María Ángela Holguín.

A ministra das Relações Exteriores viajou para a cidade de Cúcuta, na divisa com a venezuelana San Antonio del Táchira, e anunciou que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, também pretende visitar a região.

"O senhor presidente virá esta tarde (...). O que ele também quer é poder ouvir as forças vivas da cidade, as autoridades, sobre como está a situação na fronteira", disse María Ángela à imprensa.

"Nós não vamos deixar que nossos irmãos venezuelanos passem por problemas de fome ou de necessidade de medicamentos. Se tiver de ampliar o corredor humanitário, vamos ampliá-lo", garantiu.

A funcionária não se comprometeu com uma data de reabertura da fronteira, fechada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que alegou motivos de segurança.

María Ángela disse que, para "habilitar a fronteira 100%", os dois países devem "ter programas e relações entre as forças militares" que garantam uma "fronteira segura e muito mais controlada". "Temos de trabalhar muito mais coordenadamente com a Venezuela", acrescentou.

A fronteira entre Colômbia e Venezuela está fechada desde agosto de 2015 por ordem de Maduro, depois de um ataque de indivíduos suspeitos de serem paramilitares colombianos contra uma patrulha militar venezuelana. No episódio, três pessoas ficaram feridas em San Antonio del Táchira.

Maduro também denunciou o constante contrabando de alimentos entre Venezuela e Colômbia. Na terça-feira, cerca de 500 venezuelanas forçaram o cruzamento da fronteira para comprar mantimentos e artigos de primeira necessidade. Elas conseguiram romper o cordão militar entre as pontes Simón Bolívar, na Venezuela, e Francisco de Paula Santander, na Colômbia, chegando a Cúcuta, onde compraram diferentes produtos. /AFP

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