Colômbia quer usar equipamento dos EUA contra guerrilha

A Colômbia pediu permissão para utilizar contra a guerrilha o equipamento doado pelos EUA para a luta contra o narcotráfico, informou hoje o chanceler colombiano, Guillermo Fernández de Soto. Segundo o chanceler, a petição foi apresentada pelo presidente Andrés Pastrana durante a visita que realizou a Washington em novembro. "Foi demonstrada às autoridades americanas a importância de se poder utilizar parte do equipamento militar entregue no âmbito do Plano Colômbia e do programa de modernização das Forças Armadas para melhorar a luta contra a insurgência", disse Fernández, em entrevista à rádio Caracol. O tema voltou a ser discutido em razão da recente crise no processo de pacificação entre o governo e a guerrilha da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Fernández expressou esperanças de que o governo americano, "como anunciou ontem o Departamento de Estado, realize as consultas (ao Congresso dos EUA) e aceite as petições da Colômbia", acrescentou. Os EUA entregaram à Polícia Nacional e ao Exército 33 helicópteros de um total de 74, doados através do Plano Colômbia. São aparelhos aptos tanto para o combate como para o transporte de tropas. A embaixadora dos EUA, Anne Patterson, afirmou que os helicópteros "representam um importante progresso na capacidade aérea das Forças Armadas colombianas e da Polícia Nacional". "Não há dúvida de que estamos falando de uma contribuição fundamental, que supera os US$ 500 milhões", acrescentou a diplomata, em um discurso que pronunciou na semana passada ao entregar 14 helicópteros ao Exército colombiano. Este ano, o país receberá outro aporte de US$ 625 milhões dos EUA dentro da Iniciativa Regional Andina, que apóia os esforços de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru para a batalha contra o narcotráfico. No total, a Colômbia recebeu uma ajuda sem precedentes de quase US$ 2 bilhões dos EUA nos últimos dois anos, tanto para planos de desenvolvimento econômico e social como para a erradicação das plantações de narcóticos, segundo um recente relatório do embaixador colombiano em Washington, Luis Alberto Moreno.

Agencia Estado,

16 Janeiro 2002 | 16h06

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