EFE/SCHNEYDER MENDOZA
EFE/SCHNEYDER MENDOZA

Colômbia recebeu mais de 1 milhão de pessoas da Venezuela

Mais de 800 mil são venezuelanos que fogem da crise e cerca de 250 mil, colombianos que retornam em razão da grave escassez de comida e remédios

O Estado de S.Paulo

13 Junho 2018 | 21h51

BOGOTÁ - Mais de um milhão de pessoas migraram da Venezuela para a Colômbia nos últimos 15 meses, das quais 819 mil são venezuelanos com intenção de permanecer no país, informaram ontem fontes oficiais do governo colombiano.

“Mais de um milhão de pessoas migraram da Venezuela para a Colômbia. Entre eles, há mais ou menos 250 mil colombianos que retornaram e 819 mil venezuelanos com vocação de permanência”, afirmou Felipe Muñoz, fiscal de fronteira com a Venezuela, em entrevista coletiva.

Muñoz acrescentou que, destes venezuelanos, 376 mil estão regulares, enquanto 442 mil se inscreveram no Registro Administrativo de Migrantes Venezuelanos (RAMV), realizado entre 6 de abril e 8 de junho. “Essas pessoas “receberão alguma medida de regularização temporária nas próximas duas semanas”, afirmou.

Segundo o RAMV, chegaram à Colômbia 253 mil famílias, o que significa que uma porcentagem dos 442 mil ainda têm parentes próximos na Venezuela. Segundo o fiscal, 88% dessas pessoas reportaram ter entrado nos últimos 16 meses na Colômbia.

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Das pessoas registradas, 27% são crianças e adolescentes, das quais 11% têm entre alguns meses e 5 anos. Além disso, “47% dos venezuelanos que se registraram estão radicados nos sete departamentos fronteiriços”: La Guajira, Cesar, Norte de Santander, Santander, Arauca, Vichada e Guanía.

“Na Colômbia, houve um processo de internalização da população venezuelana para o restante do país muito importante, Nem todos ficam perto da fronteira e já não é só um fenômeno localizado”, afirmou Muñoz.

O fiscal também afirmou que, das pessoas que se inscreveram no RAMV, mais de 43 mil vivem em Bogotá, cidade que mais recebeu migrantes irregulares. Ele destacou a necessidade de uma política pública “maior e mais agressiva” nos municípios onde a porcentagem de migrantes venezuelanos está acima dos 8%, que são Puerto Carreño (8%), Maicao (16%), Arauca (17%) e Villa do Rosario (23%).

O RAMV ficou à disposição durante dois meses para os venezuelanos que vivem na Colômbia e não contam com um cartão de identificação para estrangeiros, visto de permanência, permissão de entrada ou permissão especial de permanência. A Colômbia tem pedido aos venezuelanos que se registrem para receber necessidades importantes, como escolas, assistência médica e outros serviços. / EFE e REUTERS

 

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