Colômbia rechaça pedido das Farc para negociação na Unasul

De acordo com o vice Santos não aceitará intermediários para eventuais diálogos com a guerrilha

Efe,

23 de agosto de 2010 | 15h23

BOGOTÁ - O governo colombiano rechaçou nesta segunda-feira, 23, o pedido das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que a União das Nações Sul-Aamericanas (Unasul) convoque uma assembleia para discutir o conflito interno no país.

 

De acordo com o vice-presidente Angelino Garzón, o governo Juan Manuel Santos não aceitará intermediários para eventuais diálogos com a guerrilha. "O governo exige que as Farc sejam capazes de dizer ao povo colombiano que a violência não tem sentido", disse.

 

Garzón ainda ressaltou que a guerrilha deve libertar todos os reféns em seu poder sem condições e abandonar o terrorismo se quiser negociar com o governo. "Se fizerem isso, terão toda a generosidade do presidente para começar os diálogos de paz", acrescentou.

 

Em uma carta divulgada hoje, a guerrilha pediu à Unasul que convoque uma assembleia para expor sua visão do conflito armado e reiterou sua disposição em buscar uma saída política para a guerra civil na Colômbia.

 

Garzón, que hoje retomou as parcialmente as funções após ter operado o coração, insistiu que os temas relacionados à guerrilha são conduzidos pessoalmente por Santos.

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