Colômbia reconhece morte de criança em ataque à guerrilha

A Força Aérea Colombiana (FAC) reconheceu que durante um ataque a um acampamento da guerrilha morreu uma menina de oito anos e outras duas pessoas ficaram feridas. "A menor morreu de forma acidental", admitiu na segunda-feira à noite o comandante da FAC, general Héctor Fabio Velasco, em um comunicado no qual informou que o erro ocorreu durante uma operação contra o Exército de Libertação Nacional (ELN). O ataque aéreo, em apoio às forças de infantaria, ocorreu no domingo, em uma zona rural do município de El Carmen, cerca de 440 km a noroeste de Bogotá, região de forte presença do ELN. O incidente ocorre em momentos em que a Justiça investiga dois pilotos da FAC, que poderiam ser responsáveis pela morte de 17 pessoas durante um bombardeio contra guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no município de Santo Domingo, no nordeste do país, em dezembro de 1998. O caso ainda não foi resolvido pela Justiça, e os EUA retiraram a ajuda militar que concedem à base aérea de Palanquero, responsável pela região onde ocorreu o incidente, para protestar contra a lentidão das investigações. Ao mesmo tempo, funcionários da Defensoria do Povo acusaram as forças paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) de terem matado 21 pessoas desde que firmaram uma trégua com o governo, há 87 dias. Entre as vítimas, estão 4 indígenas kunas em uma área de reserva junto à fronteira panamenha e 11 caçadores no departamento de Tolima, no centro-oeste do país. A guerrilha das Farc, por sua vez, foi hoje responsabilizada pelas autoridades pela explosão de duas pontes no departamento (Estado) de Huila, no sudoeste da Colômbia. Uma delas, ligando Huila ao vizinho departamento de Cauca, era provisória, devido à explosão pelos rebeldes da ponte original no ano passado. A decisão do governo americano de enviar unidades militares à Colômbia a fim de intensificar a campanha do governo local contra as Farc foi hoje criticada pelo Partido Comunista (PC) colombiano, que qualificou a iniciativa de "ato de guerra", que "demonstra a intervenção direta" de Washington nos conflitos internos do país.

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