Colômbia rejeita propostas das Farc

Troca de prisioneiros é 'assunto encerrado', afirma ministro do Interior e Justiça

Efe

30 de maio de 2011 | 21h46

BOGOTÁ - O governo da Colômbia reiterou nesta segunda-feira, 30, sua rejeição à troca de prisioneiros com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e assegurou que este é um "assunto superado", segundo o ministro de Interior e Justiça, Germán Vargas Lleras. As declarações do ministro foram feitas no mesmo dia em que o grupo guerrilheiro completou 47 anos e advogou por uma "solução dialogada".

 

"Esses comunicados das Farc sempre são recebidos com ceticismo porque não vão construir um cenário para um protagonismo político sem feitos concretos que demonstrem a vontade real de libertar essas pessoas", disse o ministro, acrescentando que a troca de guerrilheiros detidos por reféns do grupo rebelde "não é uma opção". Ele voltou a exigir a soltura de todos os civis e militares sob poder das Farc.

 

Na nota publicada nesta segunda, as Farc insistem no caminho da "solução política e dialogada" e asseguram que durante suas quase cinco décadas de existência, nunca desistiram "da solução política do conflito social e armado". Os guerrilheiros ainda dizem que "a busca pela paz com justiça social é parta da gênese e da razão de luta" do grupo.

 

Atualmente, cerca de 8 mil guerrilheiros compõem a força rebelde, considerada terrorista pelos EUA e pela União Europeia. De acordo com o governo, cerca de vinte prisioneiros - civis e militares - são mantidos pelo grupo, que tenta trocá-lo por seus integrantes presos pelas autoridades colombianas. O governo nega qualquer operação do tipo.

 

Os guerrilheiros sofreram um duro golpe durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe, que adotou uma política de tolerância zero no combate às ações das Farc. Santos, o atual líder colombiano, deu continuidade a essa postura, embora diga que está aberto às negociações caso os guerrilheiros deponham as armas.

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