Colômbia resgata funcionário de multinacional sequestrado pelas Farc

Presidente Juan Manuel Santos havia classificado de 'inaceitável' o sequestro dos trabalhadores

Efe,

12 de fevereiro de 2011 | 04h51

BOGOTÁ - As forças militares da Colômbia recuperaram nesta sexta-feira, no sudoeste do país, um dos dois funcionários de uma multinacional sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O caso quase levou o presidente do país, Juan Manuel Santos, a suspender o processo de libertações que vem sendo empreendido pela guerrilha. Organismos de inteligência assinalaram que Óscar Orlando Valdéz e Freddy Cuenca foram sequestrados pelas Farc na quarta-feira.

"Recuperamos um dos dois sequestrados", assinalou a jornalistas o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Edgar Cely, que acrescentou que as operações foram realizadas por tropas do Comando Conjunto do Pacífico, da Terceira Divisão do Exército.

A libertação de Valdéz aconteceu no ponto conhecido como La Uribe, próximo ao município de El Tambo, no departamento de Cauca.

Valdéz e Cuenca são funcionários de uma filial da multinacional irlandesa Smurfit Kappa no departamento do Cauca, e Santos qualificou seus sequestros de "inaceitáveis".

Os dois homens, que trabalham para a companhia Cartón de Colombia, foram sequestrados em uma estrada da zona rural de El Tambo junto a outro companheiro que foi libertado posteriormente.

As autoridades militares da cidade de Popayán, a capital regional, atribuíram às Farc o sequestro, que coincidiu na quarta-feira com a primeira fase das operações de libertações, quando o vereador Marcos Baquero foi entregue pela guerrilha a uma missão humanitária da qual participou a ex-senadora Piedad Córdoba e vários membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"Eu estive tentado a suspender as libertações dos sequestrados", confessou Santos.

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