Colômbia suspende libertação de 5 guerrilheiros das Farc

Segundo ministro da Justiça, crime cometidos por eles não são indultáveis

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

O governo da Colômbia suspendeu no sábado, 9, a libertação de pelo menos cinco integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo havia determinado o presidente Álvaro Uribe.Os réus, que estão em um centro de Chicoral, em Tolima, cometeram crimes que não são indultáveis, como manda a iniciativa presidencial.Esses rebeldes, que antes tinham sido transferidos de diferentes prisões do país para o presídio de Normandia, em Boyacá, retornarão aos lugares de origem, segundo o ministro do Interior e Justiça, Carlos Holguín.Ao se revisar os processos pelos quais estavam presos, "foi encontrado que um grupo de cinco não pode ser privilegiado pelo indulto", disse Holguín, em declarações ao telejornal Caracol Noticias.Os guerrilheiros receberão neste domingo, 10, visitas de familiares, segundo um porta-voz do Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário da Colômbia, que maneja as prisões do país.A libertação unilateral de mais de 150 guerrilheiros das Farc foi anunciada pelo presidente Álvaro Uribe, que pede ao grupo que solte 56 reféns, entre eles a franco-colombiana Ingrid Betancourt.O grupo também tem três americanos, policiais, militares, políticos, e o menino Emmanuel, filho de Clara Rojas, candidata a vice de Ingrid Betancourt.A troca, segundo as Farc, ocorrerá quando o governo colombiano desmilitarizar os povoados de Pradera e Florida, no Valle del Cauca e que entre os mais de 500 soltos, estejam Simón Trinidad (conhecido como "Sonia"), extraditados pelos Estados Unidos.

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