REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez
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Colômbia tem redução inédita de venezuelanos em seu território desde 2015

Em março, havia 1.809.872 venezolanos, 0,9% a menos com relação a fevereiro, informou em um comunicado o Departamento de Migração colombiano

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2020 | 21h46

BOGOTÁ - A Colômbia registrou pela primeira vez um declínio, embora sutil, dos venezuelanos em seu território desde 2015, quando se aprofundou a crise que obrigou milhões de cidadãos do país vizinho a fugir, informou nesta quinta-feira, 28, a autoridade migratória local. 

Em março, havia 1.809.872 venezolanos, 0,9% a menos com relação a fevereiro, informou em um comunicado o Departamento de Migração da Colômbia. Isso implica em que o número de "venezuelanos radicados na Colômbia diminui pela primeira vez em cinco anos", destacou o organismo. 

O fenômeno coincide com o início da emergência sanitária pela pandemia do novo coronavírus, após a detecção do primeiro contágio, em 6 de março. 

Segundo a ONU, quase 5 milhões de venezuelanos emigraram desde 2015 devido à precária situação socieconômica em seu país. Trata-se da segunda maior crise de deslocados do mundo, atrás apenas da registrada na Síria. 

Agora, empurrados pela deterioração econômica que se seguiu à pandemia, 68 mil venezuelanos decidiram voltar ao seu país, aproveitando um corredor humanitário após o fechamento das fronteiras em 14 de março, segundo as autoridades migratórias.

Entre a população migrante, 784.234 estão em situação regular. 

Na terça-feira, a comunidade internacional, apoiada pelas agências da ONU para os Refugiados (Acnur) e as Migrações (OIM), comprometeu desembolsos na ordem de US$ 2,79 bilhões, doações incluídas, destinados a ajudar os países latino-americanos que, como a Colômbia, deram uma acolhida "generosa" aos venezuelanos. 

Bogotá e Caracas não têm relações diplomáticas desde fevereiro de 2019 e coordenam o atendimento à saúde dos migrantes pela Organização Pan-americana da Saúde (Opas). 

A Colômbia segue os Estados Unidos na campanha diplomática para tirar do poder o presidente Nicolás Maduro, alegando que é um ditador que conseguiu um novo mandato de forma fraudulenta. 

Os dois países, juntamente com outros 50, reconhecem o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino./AFP 

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