Colômbia volta atrás e autoriza resgate de reféns das Farc

Segundo o governo, decisão foi tomada por 'responsabilidade' com a família dos sequestrados

estadão.com.br,

15 de fevereiro de 2011 | 12h06

BOGOTÁ - O governo colombiano anunciou nesta terça-feira, 15, que autoriza a libertação de dois sequestrados que não foram entregues pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no domingo, por "responsabilidade" com eles e com suas famílias.

O interlocutor do Governo para as libertações, Eduardo Pizarro, explicou que será o Executivo que determinará "na hora zero" para iniciar a operação a partir de Cali (sudoeste do país) e afirmou que não vai permitir que as Farc "voltem a descumprir".

O processo para libertar dois reféns sequestrados pelas Farc foi suspenso na segunda-feira, depois que o governo colombiano anunciou que somente autorizará a retomada da operação quando tiver certeza que a guerrilha fará as entregas.

A operação para liberar um policial e um suboficial do Exército fracassou no domingo devido a um aparente erro na entrega de coordenadas por parte da guerrilha numa zona montanhosa no sudoeste do país.

A missão humanitária liderada pela ex-senadora Piedad Córdoba não pôde receber das mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) o major Guillermo Solórzano nem o suboficial Salín Antonio Sanmiguel, o que provocou desconforto no governo.

Piedad e os demais integrantes da missão apenas puderam receber no domingo o policial Carlos Alberto Ocampo, sequestrado no fim de dezembro de 2010. Outros dois reféns, de cinco cuja libertação estava prevista, foram soltos na semana passada.

Efe e Reuters

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