AP Photo/Fernando Vergara
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Colombianos buscam desaparecidos após inundações; tragédia matou mais de 250

Famílias e equipes de resgate tentam localizar no meio da lama as mais de 200 pessoas que sumiram após o transbordamento de três rios na cidade de Mocoa, capital do Departamento (Estado) de Putumayo

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2017 | 16h10

MOCOA, COLÔMBIA - Famílias desesperadas e equipes de resgate procuravam neste domingo, 2, centenas de desaparecidos devido ao transbordamento de vários rios em uma cidade no sul da Colômbia, numa tragédia que já custou a vida de mais de 250 pessoas e reduziu vários bairros a escombros.

O presidente Juan Manuel Santos está na cidade para supervisionar os trabalhos de resgate pelo segundo dia consecutivo. Mais de 1,1 mil militares e policiais foram enviados para ajudar na ação, em 17 bairros afetados. Uma estrada que havia sido bloqueada por terra foi reaberta nas primeiras horas de domingo.

"Infelizmente, o número de pessoas mortas cresce a cada instante. Já estamos em 207, é a última informação que tenho", afirmou o líder, que chegou ao local acompanhado da esposa, María Clemência de Santos. 

Os números sobre a catástrofe ainda são desencontrados. Pouco depois da declaração de Santos, as Forças militares afirmaram 254 pessoas morreram, 400 ficaram feridas e 200 estão desaparecidas. Ao menos 50 vítimas tinham sido identificados até este domingo. 

"O que vamos fazer agora é um balanço de todos os pontos que temos identificados", acrescentou o presidente, que expressou preocupação com o atendimento das crianças, principalmente as que ainda não encontraram os pais e foram levadas para abrigos por serviços sociais, enquanto as autoridades tentavam restaurar a energia e água.

Centenas de pessoas que sobreviveram ao desastre, um dos piores na história recente do país, passaram a noite à procura de seus parentes entre lama e pedras em Mocoa, capital do Departamento (Estado) de Putumayo, perto da fronteira com Equador e Peru.

"Eu quero saber algo sobre elas, se elas estão feridas ou se estão mortas, que Deus tenha piedade", disse María Lilia Tisoy, chorando enquanto procurava sua neta e duas filhas, uma delas grávida, no que restou de sua casa.

O desastre de Mocoa ofuscou outras tragédias recentes, como a registrada em maio de 2015, quando uma inundação repentina no município de Salgar varreu tudo o que encontrou pela frente e deixou 97 mortos e dezenas de feridos.

Condolências vieram de todo o mundo, incluindo uma mensagem do Vaticano. "Rezo pelas vítimas e asseguro nosso apoio a todos que choram o desaparecimento de seus entes queridos", disse o papa Francisco, em suas palavras dominicais na Praça São Pedro.

A Colômbia enfrenta uma forte estação de chuvas que tem causado emergências em diferentes regiões do país. / EFE e REUTERS

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