Mauricio Dueas Castañeda/EFE
Mauricio Dueas Castañeda/EFE

Colombianos retomam protestos contra Iván Duque

A mobilização começou nas primeiras horas do dia em várias partes da capital colombiana, onde houve interrupção do tráfego e confrontos esporádicos com a força pública 

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2020 | 17h50

BOGOTÁ - Os colombianos retomaram nesta terça-feira, 21, os protestos contra o governo do presidente Iván Duque com marchas e bloqueios de estradas em cidades como Bogotá, onde confrontos deixaram três policiais feridos. 

A mobilização, que incluiu um “panelaço nacional” no período da tarde, começou nas primeiras horas do dia em várias partes da capital colombiana, onde houve interrupção do tráfego e confrontos esporádicos com a força pública. 

A prefeita de Bogotá, Claudia López, no cargo desde 1.º de janeiro, acionou um protocolo para prevenir a violência durante as mobilizações.

O movimento de protesto, que mobilizou multidões no fim do ano passado, voltou às ruas após a temporada de festas, com uma ampla gama de solicitações, além de uma mudança de rumo para o governo conservador que foi instalado em agosto de 2018.

Além de questionar a política econômica do governo Duque, os líderes dos manifestantes denunciam a espiral de violência que envolve ativistas de direitos humanos e líderes sociais desde que a paz com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi assinada em 2016. O ex-grupo guerrilheiro se transformou em um partido político. 

Para Entender

Guia para entender as manifestações na Colômbia

Milhares de colombianos foram às ruas do país para expressar descontentamento com relação às políticas do presidente Iván Duque

Pelo menos 107 ativistas foram mortos em 2019, segundo a ONU, que verifica outros 13 casos. A maioria das mortes ocorreu em áreas onde grupos armados envolvidos com o tráfico de drogas operam. 

A ONU também alertou sobre o assassinato de 173 ex-combatentes rebeldes que abandonaram as armas. / AFP

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