Colombianos votam em 2º turno de eleição presidencial

Cerca de 33 milhões de colombianos estão habilitados a votar neste domingo no segundo turno da eleição presidencial no país, uma das mais disputadas dos últimos 20 anos segundo pesquisas de opinião e na qual concorrem os candidatos Juan Manuel Santos e Oscar Iván Zuluaga.

Agência Estado

15 de junho de 2014 | 09h44

As urnas serão abertas às 8h (horário local, 10h em Brasília) e o eleitor terá até as 16h (18h pelo horário oficial do Brasil) para votar. Foram montados 10.425 postos de votação com 87.499 urnas, segundo o Registro Nacional Civil, órgão responsável pela organização do pleito.

O último resultado de pesquisa divulgado pela Invamer-Gallup dava a Zuluaga 48,5% da intenções de voto, um pouco à frente do atual presidente Santos, que obteve 47,7%. A pesquisa, feita pessoalmente, tem margem de erro de três pontos porcentuais e foi feita com 1.200 pessoas em 55 cidades do país, entre 31 de maio e 3 de junho.

Santos pediu o voto dos colombianos com o argumento de que, se reeleito, selará definitivamente um acordo de paz com as guerrilhas, enquanto Zuluaga afirma que só seguirá adiante com as negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se o grupo interromper todas as suas atividades militares.

Zuluaga é apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), grande inimigo das guerrilhas e partidário da via militar para combater esses grupos.

De acordo com o diretor da Polícia Nacional, general Rodolfo Palomino, 167.332 policiais farão a segurança da eleição e contarão com o apoio de 200 mil militares.

No primeiro turno, Zuluaga, que já foi ministro da Fazenda, ficou à frente de Santos por cerca de 460 mil votos, mas os apoios políticos recebidos nos últimos 20 dias reduziram a diferença entre os dois candidatos.

No final de 2012, o governo de Santos e as Farc iniciaram um processo de negociação para tentar encerrar os 50 anos de confrontos. Na terça-feira, foi informado que o governo e o Exército de Liberação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país, iniciaram a fase exploratória para um eventual processo de paz. Fonte: Associated Press.

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