Colonos israelenses advertem para guerra civil

Líderes dos colonos judeus alertaram para a possibilidade de uma guerra civil caso o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, dê seqüência a seu plano unilateral de retirada das colônias de toda a Faixa de Gaza e de parte da Cisjordânia. Entretanto, Sharon não se sentiu intimidado pela advertência e garantiu que dará seqüência ao plano, apesar da possibilidade de oposição violenta à retirada das colônias estabelecidas em territórios palestinos ocupados. Líderes políticos israelenses denunciaram as declarações dos colonos, acusando-os de incitar atos violentos para impedir a retirada. Líderes dos colonos alegam que Sharon "não dispõe de autorização" para promover a retirada. Segundo eles, uma das conseqüências seria a recusa em massa dos soldados em cumprir as ordens para retirar os colonos. Pelo plano de Sharon, cerca de 8.500 colonos serão retirados das terras palestinas. "Definitivamente, o outro provável resultado é uma espécie de guerra civil", alertou Eliezer Hasdai, diretor de um conselho de colonos, em entrevista à Rádio Israel. Outro destacado líder colono qualificou as ações de Sharon como "nazistas", acusação similar às feitas contra o então primeiro-ministro Yitzhak Rabin nas semanas que antecederam seu assassinato por um extremista judeu em novembro de 1995.Sharon garantiu que seguirá em frente. "Esse plano será executado, e ponto", declarou o primeiro-ministro em entrevista concedida ao jornal The Jerusalem Post.

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