Colonos israelenses pedem resistência à retirada de Gaza

Líderes dos colonos de Israel nos territórios palestinos conclamaram seus seguidores a resistir ao esvaziamento dos assentamentos na Faixa de Gaza e partes da Cisjordânia, mostrando a disposição de partir para a revolta aberta, depois que o plano de remoção das colônias resistiu a ataques na esfera política. O anúncio surge no momento em que o Parlamento aprova uma reforma que deverá permitir a entrada do Partido Trabalhista, que apóia a retirada das colônias, no governo.Durante meses, os colonos acreditaram que poderiam bloquear politicamente a remoção dos assentamentos de Gaza, ou derrubar o governo de Ariel Sharon. O chamado à desobediência foi feito por Pinchas Wallerstein, que enviou cartas a colonos da Cisjordânia, dizendo que os assentados deveriam resistir à remoção, mesmo com o risco de prisão. Em uma entrevista coletiva, o Conselho Yesha, que representa as colônias em Gaza e Cisjordânia, endossou a conclamação de Wallerstein.O plano de retirada dos assentamentos é acompanhado por uma lei especial que define penas de até três anos por "resistência física" ao desmonte das colônias. A lei ainda precisa passar em Amis dois turnos de votação antes de entrar em vigor. O Conselho Yesha ainda se declara contra o uso de violência, mas esta é a primeira vez que o grupo pede abertamente que se quebre a lei.

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