Colonos querem Sharon morto, alerta serviço de segurança

O diretor do serviço de segurança interna de Israel alertou que cerca de 200 colonos judeus querem ver o primeiro-ministro Ariel Sharon morto, por causa de seu plano para desmantelar assentamentos judaicos nos territórios palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. Deputados que participaram de uma sessão a portas fechadas da Comissão de Defesa e Relações Exteriores do Parlamento disseram que Avi Ditcher, diretor do Shin Bet, alertou que entre 150 e 200 colonos judeus extremistas têm falado e escrito em termos cada vez mais violentos.Entretanto, Ditcher esclareceu aos parlamentares que seus agentes ainda não descobriram nenhum plano específico. Atualmente, cerca de 230.000 colonos judeus vivem em assentamentos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. "Ele disse que dezenas de pessoas, talvez com o apoio de outras 150, querem ver o primeiro-ministro morto", disse Ran Cohen, do pacifista Partido Yahad, em entrevista à Rádio Israel. "Eu diria que os colonos querem o primeiro-ministro assassinado."O líder colono Benzi Lieberman alega que Ditcher pode estar inflando a ameaça por causa do assassinato, em 1995, pelo primeiro-ministro Yitzhak Rabin por um extremista judeu. "Ele deveria prender e indiciar essas pessoas. Não podemos permitir a repetição de um assassinato político", comentou Lieberman. "Penso que, de alguma forma, ele está tentando se precaver."

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