Colonos reagem com cautela a fim de moratória

Do lado israelense, a reação ao fim dos dez meses de gelo nas construções em assentamentos na Cisjordânia foi discreta. Mesmo depois de terem esperado ansiosamente pela retomada dos planos em território palestino, colonos e partidos de direita optaram por reagir com cautela.

Nathalia Watkins ESPECIAL PARA O ESTADO JERUSALÉM, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

"Passamos dez meses sufocados. Recomeçamos a construção sem fazer disso um carnaval. Recomeçamos simplesmente porque é nosso direito e dever", afirmou ao Estado o colono Itzik Huazana, que espera pela construção de sua casa desde que foi retirado da Faixa de Gaza, em 2005.

Huazana vive com sua esposa e oito filhos em caravanas no assentamento de Ariel, o maior da Cisjordânia. "Nós paramos de construir em outras ocasiões e nenhum resultado foi alcançado. Os palestinos não se mostraram flexíveis em nenhum momento. Porque nós temos de parar nossas vidas?", diz o colono, que aguarda junto com outras 300 famílias dpela construção de um novo bairro em Ariel, que deve ser finalizado até 2012.

A discrição é atribuída ao medo de que o premiê Binyamin Netanyahu mude de ideia e renove a moratória. Mas esta semana também é o feriado judaico de Sucot, no qual não se trabalha.

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