Colunista revela que assessor presidencial identificou agente da CIA

O colunista Robert Novak revelou que o assessor presidencial Karl Rove foi a fonte confirmadora de seu artigo que divulgou a identidade de uma agente da CIA, em meio a denúncias de que o governo difundiu o nome da espiã como represália porque seu marido havia criticado a guerra no Iraque.Em sua coluna desta quarta-feira, Novak revelou sua versão do caso, escrevendo que Rove foi a fonte para confirmar os detalhes da história na qual foi divulgado o nome da agente da CIA, Valerie Plame.Os críticos do governo sustentam que foi uma represália contra o marido de Plame, o ex-embaixador Joseph Wilson, que foi enviado pelo governo para a África com a intenção de investigar as afirmações de que Saddam Hussein buscava naquela região material para fabricar bombas nucleares. Wilson, um respeitado diplomata, voltou da viagem afirmando que as informações eram falsas.O colunista disse que soube do emprego de Plame na CIA por uma fonte que ainda se nega a identificar, mas agora garante que confirmou a informação com Rove e com o então porta-voz da CIA, Bill Harlow.Novak revelou ainda que os promotores que investigam o vazamento da identidade de Valerie Plame já conheciam o nome de suas fontes.O colunista se incorpora de maneira tardia ao caso Valerie Plame, muito depois de outros jornalistas revelarem a participação de Rove e do chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, I.Lewis Libby. Novak disse que se calou a pedido dos promotores.Há cerca de um mês, o promotor especial Patrick Fitzgerald disse que ainda não pretendia formular uma acusação contra Rove. Novak escreveu que recentemente Fitzgerald disse a seu advogado que as investigações haviam terminado no que dizia respeito à participação do colunista, e que por isso ficava à vontade para falar no assunto.Novak revelou em julho de 2003 que Plame era agente da CIA, abrindo caminho para uma investigação criminal que resultou em acusações de perjúrio e obstrução contra Libby. Seu posterior silêncio em relação às fontes serviu para proteger a Casa Branca durante a campanha presidencial de 2004.

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