Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Com 292 mil casos, mundo tem recorde diário de infecções

Aumento foi puxado pelo avanço da pandemia no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia e na África do Sul 

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2020 | 21h14

LONDRES - A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou nesta sexta-feira, 31, um recorde de novos casos de coronavírus no mundo, com um total de 292.527 novas infecções. A OMS também relatou 6.812 mortes. O aumento foi puxado pelo avanço da pandemia no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia e na África do Sul.

O recorde anterior registrado pela OMS era de 284.196 novos casos, em 24 de julho, dia que teve 9.753 mortes, o segundo maior número de óbitos desde o início da pandemia. Segundo a organização, o vírus continua avançando em quase todos os países do mundo. 

Em julho, a média de novos óbitos por dia é de 5.200, bem mais que as 4.600 mortes diárias registradas em junho.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse hoje que a covid-19 é o tipo de tragédia cujos efeitos vão permanecer por um longo período no futuro. “A pandemia é uma crise de saúde pública que ocorre uma vez a cada século e seus efeitos serão sentidos pelas próximas décadas.”

Alguns países que haviam obtido certo sucesso no combate ao vírus correm o risco de sucumbir novamente à pandemia. Hoje, a Espanha registrou 1.525 novos casos em 24 horas – o número mais alto desde 29 de abril. De março a maio, os espanhóis passaram por uma das quarentenas mais longas e desgastantes do mundo, o que diminuiu a disseminação. 

Após a reabertura, no fim de junho, porém, o número de casos voltou a crescer. Desde quarta-feira, as autoridades sanitárias registram mais de mil novas contaminações por dia. As áreas mais afetadas são Catalunha, Aragão e a região da capital Madri. 

A situação é grave também na França, que vem registrando cerca de 1,3 mil novos casos diariamente – hoje foi o terceiro dia seguido que o país atingiu a marca, embora o número de mortes ainda esteja baixo. 

Nesta sexta-feira, os franceses entraram na lista elaborada pelo governo da Lituânia de países cujos viajantes são obrigados a fazer quarentena após a chegada – Portugal, Espanha, Suécia, Bélgica, Romênia, República Checa, Bulgária, Luxemburgo, Croácia, Malta e Áustria já integravam o índice. 

O Vietnã, que parecia ter conseguido controlar a epidemia, registrou hoje a primeira morte provocada pela covid-19. A vítima é um homem de 70 anos residente de Hoi An (no centro do país), que testou positivo no início semana, de acordo com a imprensa vietnamita. Desde abril, o país não registrava casos de transmissão local.

Para Entender

Coronavírus: veja o que já se sabe sobre a doença

Doença está deixando vítimas na Ásia e já foi diagnosticada em outros continentes; Organização Mundial da Saúde está em alerta para evitar epidemia

No fim de semana, porém, um foco foi detectado na cidade turística de Danang, de 1 milhão de habitantes. O governo promoveu a retirada de mais de 80 mil turistas do local, mas a doença acabou se propagando para várias localidades.

A América Latina continua sendo uma das regiões mais castigadas do mundo. Hoje, o governo do Peru prorrogou a emergência sanitária até 31 de agosto e recolocou em quarentena algumas das regiões mais afetadas pela pandemia, que haviam saído do confinamento há um mês – incluindo Lima. 

As autoridades peruanas e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estão investigando se o país errou ao contar os mortos – hoje são oficialmente 27.253. Uma mudança de método pode mais do que dobrar o número oficial. 

A ministra da Saúde, Pilar Mazzetti, anunciou que milhares de atestados de óbito estão sendo analisados para saber o tamanho da subnotificação em todo o país. / Reuters, NYT e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.