Michael Kirby Smith for The New York Times
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Estados Unidos chegam a 3.725 mortes e atingem novo recorde

Também foram detectados 201.555 novas infecções em todo o país na terça-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2020 | 12h17

WASHINGTON - Os Estados Unidos registraram um novo recorde de mortes diárias de covid-19 na terça-feira, 29, com 3.725 notificações de óbitos em um único dia, em plena escalada da pandemia no país, indicou nesta quarta-feira, 30, a Universidade Johns Hopkins, que prepara uma contagem independente. 

O número de mortos na terça-feira ultrapassou o último recorde de mortes pela doença registrado no país de 3.656 contabilizados em 16 de dezembro.  Em termos de novos casos, foram detectadas 201.555 novas infecções em todos os Estados Unidos na terça, número semelhante ao que vem sendo registrado por dia nas últimas semanas no país. 

Os Estados Unidos são o país com mais casos e mortes devido à doença causada pelo novo coronavírus. Na manhã desta quarta-feira, o país somava 19,5 milhões de casos e 338.656 mortes, de acordo com a contagem da Johns Hopkins. 

O novo recorde de mortes foi alcançado no mesmo dia em que foi detectado nos Estados Unidos, no estado do Colorado, o primeiro caso da nova variante britânica covid-19, em um homem com mais de 20 anos que não havia viajado para lugar nenhum recentemente, sugerindo que pode ter sido infectado localmente. 

Esta nova cepa de covid-19 parece ser 70% mais contagiosa do que outras variantes e pode estar ligada ao aumento de infecções que ocorreram em Londres e no sudeste da Inglaterra desde meados de novembro. 

Na segunda-feira, 28, os Estados Unidos registraram outro número recorde: 121.235 pacientes internados por covid-19, dos quais 22.592 estão em unidades de terapia intensiva, de acordo com a plataforma do Covid Tracking Project. 

A campanha de vacinação começou há duas semanas e 11,45 milhões de doses já foram distribuídas nos Estados Unidos, mas apenas 2,1 milhões de pessoas as receberam, em um processo mais lento do que o esperado, segundo dados do Centros de Controle de Doenças (CDC) governamentais. 

O presidente eleito democrata Joe Biden, que assumirá o cargo em 20 de janeiro, disse que fará da luta contra o novo coronavírus. Ele recebeu sua primeira dose injetada da vacina na semana passada

Na terça, foi a vez da vice-presidente eleita, Kamala Harris, tomar o imunizante. O ato foi transmitido ao vivo na televisão no momento em que o futuro governo Biden busca aumentar a confiança na vacina, mesmo avisando que levará meses antes que ela esteja disponível para todos os americanos.

"Quero encorajar todos a tomar a vacina - é relativamente indolor e segura. É literalmente sobre salvar vidas. Eu confio nos cientistas", afirmou Harris. / EFE e Reuters 

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