Marco Bertorello/AFP
Marco Bertorello/AFP

Com 5 novas mortes por covid-19, Itália mantém tendência de estabilidade

Aumento de 274 casos é levemente superior ao da véspera, mas se mantém dentro dos números habituais das últimas semanas

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2020 | 19h29

ROMA - A Itália registrou cinco novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, o mesmo aumento do dia anterior, e confirmou mais 274 casos, em linha com as últimas semanas, segundo os dados divulgados neste sábado pelo Ministério da Saúde.

Ao todo, 245.864 pessoas já foram infectadas pelo coronavírus SARS-CoV-2 no país desde o primeiro caso, contabilizado no dia 21 de fevereiro.

O aumento de 274 casos é levemente superior ao da véspera (252), mas se mantém dentro dos números habituais das últimas semanas, o que indica uma tendência estável da pandemia no país.

Até o momento, 35.102 pessoas morreram devido à doença na Itália. A região da Lombardia, no norte, a mais afetada pela crise de saúde, não registrou óbitos pelo segundo dia seguido.

Atualmente, 12.442 casos estão ativos, 141 a mais do que no dia anterior. A maioria das pessoas doentes (11.670) está isolada em casa com sintomas leves ou assintomáticas, enquanto 731 estão internadas, 41 em unidades de terapia intensiva (UTI).

Com esses números, a Itália está atenta a quaisquer surtos emergentes, que até agora têm sido pequenos, e estuda medidas para limitar qualquer contágio em atividades noturnas e para evitar possíveis importações.

O ministro da Saúde, Roberto Speranza, defendeu a necessidade de proteger a Itália "em um contexto internacional cada vez pior" e para o qual já vetou chegadas de 14 países, incluindo Brasil, Chile, Peru, Panamá e República Dominicana.

O governo ordenou na sexta-feira passada uma quarentena obrigatória para todas as pessoas que passaram as últimas duas semanas na Romênia e na Bulgária.

Na próxima quarta-feira, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, comparecerá ao Parlamento para pedir uma prorrogação do atual estado de emergência, que expira em 31 de julho, provavelmente até 31 de outubro.

O principal partido da oposição, a Liga, de extrema-direita, já disse que votará contra e organizará um protesto fora da Câmara dos Deputados. /EFE

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