Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

Com 61 casos, China registra maior aumento diário de infecções por covid-19 em 3 meses

Primeiro país a registrar casos da doença, gigante asiático adotou restrições severas para conter pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2020 | 09h04

PEQUIM - A China registrou nesta segunda-feira, 27, o maior aumento diário de casos confirmados do novo coronavírus dos últimos 3 meses. De acordo com o governo de Pequim, 61 pacientes foram diagnosticados com covid-19 nas últimas 24 horas.

Apesar do número de casos ser pequeno em comparação a outros países que enfrentam a pandemia, como Brasil e Estados Unidos, os chineses temem que o crescimento indique a chegada de uma segunda onda da doença que já vitimou 4.652 pessoas na China, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Primeiro país a registrar casos de covid-19, a China adotou medidas de restrição severas para conter o avanço do vírus. Cidades inteiras ficaram isoladas, inclusive Wuhan, onde se iniciou a pandemia. De acordo com os dados oficiais, o país conseguiu estancar o número de mortos abaixo dos 5 mil, apesar da grandeza territorial e populacional do país.

Por outro lado, os números da pandemia na China vêm sendo questionados por opositores do regime de Pequim, que acusam o governo de maquiar os dados verdadeiros para diminuir a percepção do impacto da pandemia no país. Outro ponto frequentemente questionado é a suposta tentativa de esconder a gravidade da pandemia, o que teria prejudicado outros países a se prepararem para a chegada do vírus.

Segundo dados do Johns Hopkins, que faz um levantamento em tempo real do avanço da doença com base em dados oficiais, a covid-19 infectou mais de 16 milhões de pessoas ao redor do mundo, já tendo causado quase 649 mil mortes. Mais de um terço dos casos fatais da doença estão concentrados nos EUA e no Brasil./ Com informações da AFP

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