Rodrigo Garrido/REUTERS
Rodrigo Garrido/REUTERS

Com 88% da população vacinada, Chile decreta fim do estado de emergência

País liderou uma das campanhas mais rápidas e bem-sucedidas do mundo

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2021 | 17h55

SANTIAGO - As autoridades chilenas anunciaram nesta segunda-feira, 27, o fim do estado de emergência em vigor no país desde o início da pandemia de coronavírus, decisão tomada após o registro de uma queda acentuada de casos da doença.

O estado de emergência, uma medida administrativa extraordinária aprovada pelo Congresso no início de 2020, permitiu ao governo impor toques de recolher noturnos e quarentenas forçadas em distritos duramente atingidos em meio ao pior surto do país.

"Durante os últimos três meses, a situação da saúde evoluiu favoravelmente, com uma redução muito significativa nas infecções, casos ativos, hospitalizações e mortes", disse o presidente Sebastián Piñera a repórteres em entrevista coletiva.

O Chile liderou uma das campanhas de vacinação mais rápidas e bem-sucedidas do mundo e tem hoje quase três quartos de sua população totalmente vacinada, de acordo com uma contagem da agência Reuters. Como resultado, as infecções despencaram.

O governo disse que irá relaxar as restrições em vigor, aumentar os limites de capacidade em eventos e espaços públicos e, no início deste mês, reabrir suas fronteiras aos turistas.

O anúncio vem no mesmo dia em que as autoridades de saúde começaram a vacinar crianças entre 6 e 11 anos com a vacina chinesa Sinovac, que recebeu aprovação emergencial em setembro.

O Chile registrou 640 novos casos nesta segunda-feira, com uma taxa de positividade de cerca de 1,08% nas últimas 24 horas. /REUTERS

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