Com aceno para EUA, Evo dá início a festa da posse de 2 dias

Ao menos 70 mil pessoas são esperadas para a cerimônia indígena de purificação antes do início do terceiro mandato do presidente 

RAFAEL MORAES MOURA , ENVIADO ESPECIAL/ LA PAZ , O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2015 | 02h05

Pelo menos 70 mil pessoas são esperadas hoje para a cerimônia indígena de purificação espiritual de Evo Morales, que marca o início do terceiro mandato do presidente boliviano. Em meio à polêmica quanto aos custos da roupa típica usada para a solenidade (que teria ficado na faixa de US$ 4 mil), Evo dá a largada ao novo mandato com uma economia aquecida que deve crescer 5,5% neste ano e a busca por uma reaproximação com os Estados Unidos, na tentativa de garantir apoio na reivindicação por uma saída ao mar.

A Casa Branca enviou uma delegação de alto nível, com representantes da área política e comercial, para a cerimônia de posse de Evo, seis anos e meio após a expulsão do embaixador de Washington em La Paz, acusado de ingerência em assuntos internos. Na época, o governo americano devolveu na mesma moeda, retirando o embaixador da Bolívia.

São esperados sete chefes de Estado para os dois dias de solenidades que marcam a posse de Evo - a presidente Dilma Rousseff deve participar apenas das cerimônias oficiais de quinta-feira, que ocorrem no Palácio de Governo, no Ministério de Relações Exteriores e na Assembleia Legislativa de La Paz, retribuindo a cortesia de Evo, que prestigiou a sua posse.

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