Ina Fassbender/AFP
Ina Fassbender/AFP

Com aumento de infecções e mortes, Europa volta a impor restrições

Países apostam em lockdown, fechamento de escolas e restrição de circulação para conter o vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2021 | 06h00

Após o período de festas e com a propagação de uma nova variante mais contagiosa do coronavírus, países da Europa estão se vendo forçados a impor novas restrições para combater a pandemia. Nos últimos dias, Inglaterra e Alemanha anunciaram novas medidas; a Suécia, que até então adotava uma postura branda, mudou de estratégia no final de dezembro.

Confira como está a situação em cada país:

Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou na segunda-feira, 4, um novo lockdown nacional na Inglaterra até pelo menos meados de fevereiro para combater a nova variante do coronavírus que vem se espalhando rapidamente pelo país e pelo mundo.

Todas as escolas e faculdades foram fechadas, exceto para crianças vulneráveis e filhos de trabalhadores essenciais. As novas regras também determinaram a paralisação das atividades de lojas não essenciais e serviços de cuidados pessoais. Restaurantes só podem operar como serviço de delivery. 

Alemanha

Confrontado com o aumento do número de casos e mortes por covid-19, o governo prorrogou e reforçou seu confinamento parcial até 31 de janeiro, anunciou nesta terça-feira, 5, a chanceler da Alemanha,  Angela Merkel.

A maioria dos estabelecimentos comerciais que não forem de alimentação, assim como bares e restaurantes, centros culturais e de lazer, e as escolas, permanecerá fechada. O governo restringiu as viagens não essenciais a um raio de 15 quilômetros nos focos de coronavírus.

Com as novas restrições, reuniões privadas serão limitadas a uma pessoa de outra família e crianças não estarão mais isentas das regras.

França

Embora tenha suspendido o lockdown mais recente no dia 15 de dezembro, a França impôs um toque de recolher nacional das 20h às 6h. O governo adiou a reabertura de museus e cinemas, que aconteceria no dia 7 de janeiro, e restaurantes e bares permanecem fechados. As escolas voltarão a funcionar na próxima segunda-feira, 11. 

Itália

Os italianos passaram Natal e Ano Novo sob um estrito lockdown nacional, podendo sair de casa apenas por motivos essenciais ou para breves visitas a parentes. As regras serão relaxadas a partir desta quinta-feira, 7, quando restaurantes e bares poderão reabrir às quintas e sextas-feiras. O governo instituiu um toque de recolher entre 22h e 05h.

Espanha

Na Espanha, as restrições são regionais. A Catalunha, uma das mais atingidas, tem regras rígidas, que incluem fechamento de academias e shoppings e restrição de circulação. Na região de Madri, que detém uma das taxas de contágio mais altas, bairros mais afetados estão confinados e restaurantes e lojas não essenciais continuam funcionando.

Suécia

O governo sueco, que vinha adotando uma estratégia branda de restrições contra o coronavírus, mudou de rumo após a taxa de mortalidade do país disparar -- os números são cinco vezes maiores do que os registrados na Dinamarca e dez vezes maiores que na Noruega e na Finlândia.

Agora, bares e restaurantes não podem servir bebidas alcoólicas após as 20h, e grupos com no máximo quatro pessoas podem se sentar em restaurantes. Maiores de 16 anos passaram ao ensino remoto, e serviços públicos não essenciais foram fechados. 

Dinamarca

Também no mês passado, a Dinamarca impôs novas restrições contra a pandemia. Embora com taxa relativamente baixa de mortes por covid (1.389 óbitos desde o início da pandemia), o país tem visto um aumento nos números de mortalidade e contágio e decidiu fechar suas escolas. Lojas e restaurantes permanecerão fechados até pelo menos o dia 17 de janeiro. 

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