AFP PHOTO / Lillian SUWANRUMPHA
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Com bolo e presentes, família espera por garoto preso na caverna na Tailândia

Menino fez aniversário no dia em que o grupo ficou preso na caverna; ele entrou para o time de futebol como goleiro

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 18h25
Atualizado 04 Julho 2018 | 19h07

MAE SAI, TAILÂNDIA - Um bolo de aniversário dentro da geladeira aguarda Pheeraphat, um menino tailandês que completou 16 anos no dia 23 de junho e está preso em uma caverna no norte do país há mais de dez dias.

Ele faz parte do grupo de 12 meninos jogadores de futebol e seu treinador, que foram encontrados na segunda-feira 2, vários quilômetros caverna adentro, em uma área inundada.

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"O bolo está na geladeira. Eu guardo aqui para fazer uma surpresa para ele", diz Phunphatsa Sompiengjai, irmã de Pheeraphat, cujo apelido é "Night". Sua mãe, Supaluk, que temia não voltar a ouvir sua voz, emocionou-se ao ver um vídeo gravado na gruta e divulgado na quarta-feira pelos socorristas.

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"Eu o vi. É o menino de camiseta vermelha e branca. Disse: 'Oi, sou Night. Estou bem'", contou sua mãe. "Me reconforta muito saber que está a salvo. Mas me sentirei melhor quando tiver saído da caverna." A retirada deve ser complexa, com longos trechos de mergulho. No momento, os socorristas continuam lutando para tentar baixar o nível da água.

Goleiro.

Pheeraphat entrou na equipe de futebol "Javalis Selvagens" há cerca de um ano como goleiro, conta sua família. Outros três garotos da equipe são da mesma aldeia. Os quatro eram inseparáveis. Em 23 de junho, Pheeraphat foi treinar como de costume com seus amigos. Depois, voltaria para casa para celebrar seu aniversário com a família.

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"Preparamos o jantar de aniversário e vieram amigos", relata a irmã do adolescente em sua casa em Ban Vienghom, na província de Mae Sai, na fronteira com Mianmar. A família esperou horas, muito preocupada, antes de ligar para amigos do adolescente e para seus pais.

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Entre as hipóteses levantadas, ela destaca uma: o mais provável é que tivessem ido para a caverna de Tham Luang depois do treinamento. A família de Pheeraphat se pergunta se a equipe não teria ido, justamente, celebrar seu aniversário. Os parentes de Pheeraphat dizem que os meninos juntaram guloseimas e é possível que tenham querido soprar as velas nessa caverna que conheciam tão bem por terem estado ali várias vezes.

O temor da família se confirmou quando viram sapatos e mochilas dos meninos na entrada da caverna. A busca começou à noite, mas teve de ser interrompida pelo forte temporal.

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O que começou como um caso local ganhou interesse nacional e internacional, com a chegada de especialistas estrangeiros e emissoras de televisão do mundo todo para acompanhar o caso. Para a família de Pheeraphat, é um drama. "Quando vier, vamos fazer uma surpresa. Também compramos presentes", conta sua tia-avó, Phakawan Wangyao. / AFP

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