EFE/EPA/SANJAY BAID
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Com crescimento acelerado do contágio, Índia se aproxima dos 4 milhões de casos de covid-19

Segundo país mais populoso do mundo se aproxima do número de infectados do Brasil considerando reabrir a economia mesmo com o ritmo de propagação da doença

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2020 | 16h00

Com crescimento acelerado do contágio pelo novo coronavírus, a Índia se encaminha para romper a barreira dos 4 milhões de casos da doença. Diante de uma economia fragilizada pelos meses de pandemia, os indianos debatem agora sobre a possibilidade de reabertura, mesmo com a propagação da covid-19 em um ritmo descontrolado.

Com população de cerca de 1,35 bilhão de pessoas, segunda maior do mundo, a Índia ocupa a terceira posição na lista de países com mais casos da doença. De acordo com a universidade americana Johns Hopkins, são 3.936.747 casos confirmados, cerca de 105 mil a menos que o Brasil, que ocupa a segunda posição na lista.

O ritmo do crescimento, no entanto, tem de ser levado em conta. Enquanto o Brasil conseguiu reduzir o número de infecções nos últimos tempos, o país da Ásia registra o maior número de casos diários do mundo, todos os dias, por quase um mês, segundo levantamento da agência de notícias Reuters. O país registrou mais de 160 mil contágios nos últimos dois dias. 

Apesar do cenário grave da pandemia, o primeiro-ministro Narendra Modi vem pressionando por uma reabertura da economia para evitar maior agravamento da crise econômica em um país marcado pela informalidade. A Índia teve o pior desempenho entre as economias globais para o trimestre abril-junho, o que aumenta ainda mais a necessidade de retomada dos setores produtivos.

A mudança de posição de Modi fica evidente observando as medidas adotadas pelo governo. Em março, o primeiro-ministro anunciou um dos mais rígidos lockdowns do mundo após o país ter registrado pouco mais de 500 casos. Ficar dentro de casa por 21 dias seria necessário para "quebrar a cadeia de infecção", disse ele, expressando confiança de que a Índia "sairia vitoriosa".

No entanto, em maio, o governante iniciou a flexibilização com o discurso de que o vírus "permanecerá como parte de nossas vidas por muito tempo". Restrições foram reduzidas e grande parte das decisões passaram a ser tomadas individualmente por cada estado. 

Apesar do número crescente de casos, a Índia ainda segue com uma taxa de mortalidade mais baixa que Brasil e Estados Unidos. Segundo a Johns Hopkins, que faz um levantamento dos casos e mortes em tempo real, até o momento foram 68.472 baixas pela doença no país asiático, pouco mais de metade do número de mortos no Brasil. / Com informações de Reuters, NYT e WP

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