Ricardo Brandt|Estadão
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Com dólar favorável, brasileiro é exceção

Setor do turismo americano se preocupa com o 'efeito Trump' na economia, mas não é por ausência de brasileiros

Lúcia Guimarães / Correspondente, Nova York , O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2017 | 05h00

O setor do turismo americano se preocupa com o “efeito Trump” na economia, mas não é por ausência de brasileiros. O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem, Edmar Bull, tem recebido mais consultas de viajantes preocupados com restrições, mas garante que não houve uma queda de procura por passagens. Ele espera que a queda do dólar continue estimulando o aumento do turismo de brasileiros nos EUA. 

Em Nova York, João de Matos, dono da agência BACC, notou redução no número de turistas estrangeiros de todas as nacionalidades no centro de Manhattan. A BACC vende uma média de 35 mil passagens por ano, mas o turismo originado do Brasil não passa de 10% do faturamento da empresa. Matos diz que os voos do Brasil continuam com a mesma lotação, por enquanto. A recessão e a disparada do dólar, em 2015, provocaram corte de voos diretos e a oferta havia sido reduzida. 

Agora, segundo a presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Magda Nassar, há uma demanda reprimida. Ela afirma que a eleição de Trump não desestimulou o brasileiro de viajar para os EUA, que vê neste momento uma boa oportunidade para visitar o país graças à queda do valor do dólar. Ela explica que não é possível medir em números qualquer alteração, mas diz ter informação, por exemplo, de que a procura pelo visto americano cresceu este ano no Brasil. 

Uma das mudanças nas políticas migratórias de Trump que atingiram os brasileiros foi o fim da isenção de entrevista para retirar o visto para alguns grupos, como jovens e idosos. No entanto, a alteração não impactou a procura pelo documento. "O país está saindo de uma crise e existe uma demana reprimida por compra de viagem aos EUA", afirmou, em entrevista ao Estado. Segundo Magda, o brasileiro tem uma identificação muito grande com os EUA e esse fator acaba pesando mais do que a antipatia que o discurso anti-imigrante e antilatino de Trump possa gerar. / Colaborou Renata Tranches 

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